Hezbollah diz que troca de presos com Israel é vitória 'própria'

Governo israelense aceita acordo para receber corpos de dois soldados e libertar vários prisioneiros libaneses

Agências internacionais,

30 de junho de 2008 | 09h47

O grupo xiita libanês Hezbollah qualificou como uma vitória para seu grupo o anúncio feito no domingo pelo governo israelense de aceitar uma troca de prisioneiros, informa nesta segunda-feira, 30, a imprensa libanesa.   Veja também:   Israel aprova troca de prisioneiros com o Hezbollah   O gabinete do governo israelense aprovou uma troca de prisioneiros com o grupo militante libanês Hezbollah, que pode resultar na devolução dos corpos de dois soldados israelenses capturados há dois anos. Em troca, Israel entregaria mais de cinco detentos libaneses e os corpos de 10 militantes.   "Isto demonstra que a palavra da resistência (Hezbollah) é a mais verdadeira, a mais forte e a mais alta", disse o presidente do Conselho Executivo do grupo xiita, Hashim Saheddin, em declarações publicadas pelos jornais. Segundo o grupo, "ninguém no mundo teria podido conseguir que Israel recupere seus soldados sem que a resistência dite suas condições".   Vários detentos libaneses serão entregues, entre eles possivelmente o militante Samir Qantar, preso desde 1979 por sua colaboração em um ataque mortal na fronteira. Sua libertação geraria polêmica em Israel por causa de sua participação na morte de três integrantes de uma família, afirma a BBC.   Gilad Shalit   O Hezbollah não deu nenhuma indicação pública de que os dois soldados israelenses continuam vivos. A Cruz Vermelha nunca foi autorizada a vê-los e muitos em Israel acreditam que eles estejam mortos.   Israel e o Hezbollah travaram uma guerra de 34 dias após os soldados serem capturados em um ataque na fronteira em julho de 2006. No dia 1 de junho, o Hezbollah entregou os restos de cinco soldados israelenses mortos durante a guerra. Os restos foram entregues após Israel ter libertado um homem de origem libanesa que serviu seis anos de prisão por espionagem para o Hezbollah.   Um outro soldado israelense, Gilad Shalit, continua prisioneiro do grupo palestino Hamas. Ele foi capturado durante um ataque a um posto policial israelense na ponta da Faixa de Gaza. O Hamas disse que consideraria sua libertação como parte de uma troca de prisioneiros.

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