Hezbollah nega ter disparado foguetes contra Israel

Ministro israelense responsabiliza palestinos por projéteis lançados do território libanês contra o norte do país

Agências internacionais,

08 de janeiro de 2009 | 12h59

O ministro do Trabalho do Líbano, Mohammed Fneish, também membro do Hezbollah, negou nesta quinta-feira, 8, que a milícia xiita libanesa tenha disparado foguetes contra o território israelense. Fneish garantiu ainda que o Hezbollah não sabia nada sobre os três foguetes. Um ministro do gabinete israelense culpou os palestinos que vivem no Líbano pelo lançamento e disse que o ataque parece ter sido um caso "isolado".   Veja também: 'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Hamas mata colaboradores e membros do Fatah, diz jornal Mísseis do Líbano contra Israel ameaçam 2º front da guerra Israel intensifica bombardeio em Gaza no 13.º dia de ataques Assembleia da ONU convoca reunião de emergência França provoca confusão ao anunciar cessar-fogo  Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        A troca de disparos na fronteira foi a primeira desde Israel lançar uma ofensiva contra o grupo militante Hamas em sua fronteira sul, na Faixa de Gaza, em 27 de dezembro. "Esperávamos isto", disse Rafi Eitan, ministro do gabinete do premiê Ehud Olmert, ao Canal 2 israelense. "A responsabilidade recai totalmente sobre o governo libanês", acrescentou. Não foram registrados feridos nem pelo ataque nem pelo contra golpe israelense e nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo disparo dos foguetes. O governo libanês condenou a ação.   O governo libanês tenta determinar que grupo foi responsável pelo lançamento dos foguetes Katyusha de assinalou seu compromisso com a paz e a resolução da ONU que encerrou o conflito com Israel, em 2006, enquanto crescem os temores da abertura de uma segunda frente de batalha na guerra que Israel trava com o Hamas na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, condenou o ataque e também a reação de Israel, que respondeu ao lançamento. Em comunicado, Siniora afirmou que a investida tem como objetivo minar a estabilidade da região.   Os três foguetes foram lançados de região ao norte do povoado costeiro de Naqoura, no Líbano, segundo informaram funcionários da segurança libanesa, deixando dois feridos. Um dos projéteis atingiu um asilo na cidade de Nahariya. Autoridades libanesas indicaram que os israelenses responderam com seis morteiros. O comandante das forças de paz da ONU no Líbano pediu "máxima moderação" depois do ataque, segundo informou um porta-voz. A força de paz, conhecida como Unifil, tomou medidas imediatas para identificar os responsáveis pelo ataque e alinhou tropas adicionais, informou o porta-voz. O Exército libanês também convocou militares extras, disse. Os governos israelense e libanês reafirmaram seu comprometimento com a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que suspendeu a guerra de 34 dias em 2006, entre Israel e a guerrilha libanesa Hezbollah, segundo o porta-voz.O major-general Claudio Graziano pediu "máxima moderação para evitar a escalada da situação", disse o porta-voz, acrescentando que ninguém assumiu ainda a autoria do ataque.   O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que não houve nenhuma reivindicação palestina pelo lançamento de foguetes contra Israel registrado a partir do sul do Líbano, e espera que seja "um fato isolado". Em entrevista coletiva em Madri, onde se reuniu com as autoridades espanholas, Abbas ressaltou que "nenhuma das partes palestinas" assumiu a autoria desse lançamento, por isso acredita que seja "um fato individual, isolado, que não complique mais a situação".

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelpalestinosFaixa de GazaHamas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.