Hezbollah pode pegar armas químicas após colapso sírio-Netanyahu

A "grande ameaça" para Israel no que se refere ao conflito na Síria é que o governo de Damasco possa entrar em colapso e seu estoque de armas químicas e mísseis caiam nas mãos do grupo islâmico libanês Hezbollah, afirmou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu neste domingo.

Reuters

22 de julho de 2012 | 13h32

Entrevistado do programa de TV norte-americano "Fox News Sunday", Netanyahu disse que o governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad, pode cair, mas que ele está mais preocupado com o caótico "colapso do regime" que poderia deixar desprotegidos os locais de armas do que uma mudança no regime.

"Nós certamente não queremos ser expostos a armas químicas que caiam nas mãos do Hezbollah ou de alguns outros grupos terroristas... é uma grande ameaça", afirmou.

"Nós temos que considerar a nossa ação. Eu busco isso? Não. Eu a excluo? Não", disse Netanyahu quando questionado se Israel poderia agir sozinho, ou se preferiam que os Estados Unidos assumissem a liderança.

O senador norte-americano John McCain afirmou, em adição às preocupações israelenses, que existe um risco de que o governo da Síria possa lançar armas químicas contra seus oponentes.

"Eles possuem helicópteros de combate, artilharias que abatem pessoas, e agora existe um risco --e eu não estou dizendo que irá acontecer-- um risco de que, em desespero, Bashar al-Assad possa usar essas armas químicas", disse McCain, que foi o candidato republicano nas eleições presidenciais de 2008.

(Por Mohammad Zargham)

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