Hezbollah vai destruir Israel, diz Guarda Revolucionária do Irã

Militares iranianos afirmam que morte do líder do grupo libanês fortalecerá luta contra Estado judeu

REUTERS

18 de fevereiro de 2008 | 09h16

O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jafari, disse nesta segunda-feira, 18, que Israel em breve será destruído pelas "mãos do Hezbollah", segundo a agência local de notícias Fars. A declaração consta de uma carta de condolências enviada por Jafari ao comandante do Hezbollah, Hassan Nasrallah, por ocasião da morte de um dirigente do grupo, Imad Moughniyah, vítima de um carro-bomba na semana passada em Damasco. "No futuro próximo, vamos testemunhar a destruição da cancerosa existência de Israel por parte das poderosas e competentes mãos dos combatentes do Hezbollah", disse Jafari. O Irã não reconhece a existência de Israel, e o presidente Mahmoud Ahmadinejad costuma prever a queda eminente do Estado judaico, o que desperta críticas do Ocidente. O Irã dá apoio ao grupo xiita libanês Hezbollah e é acusado por alguns países de tentar desenvolver armas nucleares. Teerã nega o caráter militar de seu programa nuclear, e Ahmadinejad diz não ser ameaça a ninguém, nem mesmo para Israel. Analistas ocidentais afirmam que a Guarda Revolucionária, o núcleo ideológico das Forças Armadas, dá ajuda militar ao Hezbollah, algo que Teerã também nega, admitindo apenas apoio moral aos xiitas libaneses. Moughniyah passou anos sendo procurado pelos Estados Unidos e Israel devido ao suposto envolvimento em ataques com centenas de mortes. Perseguido, deslocava-se secretamente entre Líbano, Síria e Irã. Teerã atribuiu o assassinato de Moughniyah a Israel. "Indubitavelmente, o martírio deste combatente sincero vai fortalecer a determinação de todos os muçulmanos combatentes e revolucionários, particularmente os colegas dele neste confronto com o regime sionista", acrescentou Jafari em sua carta. A Guarda Revolucionária foi criada depois da Revolução Islâmica de 1979 para proteger o novo regime do país. Ela tem unidades terrestres, navais e aéreas, com uma estrutura de comando separada das Forças Armadas regulares. Além disso, a Guarda também tem um crescente papel econômico, inclusive no importante setor petrolífero iraniano.

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