Hillary busca gesto humanitário do Irã em caso de jovens presos

O Irã deveria soltar os dois cidadãos norte-americanos ainda presos sob suspeita de espionagem, como um "gesto humanitário significativo" depois da libertação de uma jovem sob fiança, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

REUTERS

17 de setembro de 2010 | 15h08

Hillary disse que os EUA estavam aliviados pela decisão de terça-feira do Irã de libertar Sarah Shourd, que havia sido presa com dois colegas, Shane Bauer e Josh Fattal, em julho de 2009, perto da fronteira do Irã com o Iraque.

"Estamos absolutamente comprometidos com a volta de Josh e Shane. Esses dois jovens vêm sendo mantidos presos sem motivo por mais de um ano. Seria um gesto humanitário muito significativo para os iranianos se os libertassem também", disse Hillary a jornalistas, depois de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Austrália.

Shourd foi do Irã para Omã na terça-feira, depois de ser libertada após o que pareceu ser uma disputa política interna iraniana sobre a questão.

Autoridades dos EUA e as famílias dos presos rejeitam as acusações de espionagem feitas pelo Irã, afirmando que eles apenas atravessaram a fronteira enquanto faziam uma caminhada nas montanhas no norte do Iraque.

Hillary agradeceu à Suíça - que cuida dos interesses norte-americanos no Irã na ausência de relações diplomáticas - e a Omã pela ajuda dos países na libertação de Shourd e disse que os EUA continuariam pressionando pela libertação de Bauer e Fattal.

"Continuamos a estender a mão aos vários países ao redor do mundo que têm nos apoiado em nossos esforços em nome deles", disse ela.

O caso complicou ainda mais as relações entre Teerã e Washington, que já estavam tensas por conta das polêmicas atividades nucleares do Irã.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deverá estar em Nova York na semana que vem para a reunião anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

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