Hillary Clinton diz que tropas líbias podem ter usado bombas de

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que as tropas leais ao líder líbio Muammar Gaddafi continuam com seus "ataques brutais" e podem ter usado bombas de fragmentação contra civis.

TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

21 de abril de 2011 | 15h57

Durante a noite, soldados do governo líbio bombardearam a cidade de Misrata, controlada pelos rebeldes, onde centenas de pessoas morreram com o cerco imposto após os protestos pró-democracia.

"As tropas do coronel Gaddafi continuam com seus ataques brutais, incluindo o cerco a Misrata. Há até mesmo relatos de que as forças de Gaddafi podem ter usado bombas de fragmentação contra sua própria população," disse ela.

Uma autoridade do Departamento do Estado citou comentários feitos pela alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, e um relatório do grupo Human Rights Watch, dizendo que as forças de Gaddafi haviam usado munições de fragmentação. O Pentágono não comentou de imediato as declarações de Clinton.

Tanto Hillary Clinton como o ministro das Relações Exteriores holandês, Uri Rosenthal, em visita aos EUA, disseram numa entrevista coletiva que Gaddafi precisa deixar o poder.

"O coronel Gaddafi e seu regime de fato perderam toda a legitimidade e ele precisa renunciar. Quanto mais rápido, melhor," afirmou Rosenthal.

Depois das revoluções no Egito e na Tunísia, os líderes do Ocidente esperavam que Gaddafi também fosse derrubado em pouco tempo, especialmente depois dos ataques aéreos da Otan, mas o líder líbio resistiu.

Clinton disse que "publicamente e em particular aconselhou por algum grau de paciência" e salientou que o bombardeio ocidental contra os alvos na Sérvia durou 78 dias.

"Misrata é uma batalha urbana brutal que está acontecendo agora onde o regime de Gaddafi tem promovido atividades deploráveis, que alvejam diretamente os civis," afirmou ela. "Mas os combatentes da oposição estão se defendendo contra esse ataque violento."

Um dia depois de dois jornalistas ocidentais morrerem em Misrata, Clinton pediu que as autoridades líbias libertem imediatamente todos os norte-americanos detidos, incluindo ao menos dois jornalistas.

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