Hillary defende ações dos EUA no Afeganistão em resposta a Karzai

Presidente afegão pediu para que forças americanas reduzissem suas operações de guerra no país

Efe,

15 de novembro de 2010 | 23h07

WASHINGTON- A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defendeu nesta segunda-feira, 15, as operações que seu país realiza no Afeganistão depois que o presidente Hamid Karzai pediu uma redução das ações americanas em território afegão.

 

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No fim de semana, Karzai pediu que os EUA reduzissem as operações militares, principalmente no sul do Afeganistão, palco da maioria das manobras militares americanas.

 

Em declarações ao jornal The Washington Post, Karzai instou os EUA a aumentar ações civis "para reduzir a intrusão na vida diária" dos afegãos". "Chegou o momento de reduzir as operações militares", disse o governante afegão.

 

No entanto, seus pedidos vão contra os planos dos EUA de intensificar a ofensiva contra o Taleban antes de iniciar uma retirada, previsivelmente em 2011.

 

Após uma reunião com o chanceler lituano, Audronis Azubalis, Hillary disse que compartilha as preocupações de Karzai, mas que o uso de operações planejadas em bases de dados de inteligência e dirigidas especificamente contra insurgentes e suas redes "é um componente chave de nossas operações" no Afeganistão.

 

"Essas operações são realizadas em plena aliança com o governo do Afeganistão. Incluem forças afegãs em cada operação. Não há dúvida de que estão tendo um impacto significativo na liderança da insurgência e nas redes que operam", afirmou a chefe da diplomacia americana.

 

"Acreditamos que essas operações beneficiam o povo afegão, o governo afegão e as tropas" internacionais que colaboram nas tarefas de segurança do país", acrescentou.

 

O presidente Barack Obama quer que o governo afegão comece a assumir as tarefas de segurança a partir de 2011 mas, segundo analistas, mesmo com essa transição, as tropas dos EUA e da Otan poderiam permanecer no Afeganistão até 2014.

 

Nesse sentido, Hillary disse que os EUA apoiam a meta de Karzai de transferir as responsabilidades de segurança às forças afegãs no fim de 2014, mas ressaltou que o ritmo dessa transição dependerá da capacidade da polícia e das forças de segurança afegãs.

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