Hillary diz que Gaddafi deve 'sair agora, sem mais violência'

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, acusou nesta segunda-feira o líder líbio, Muammar Gaddafi, de usar "mercenários e bandidos" para reprimir as manifestações populares, no momento em que líderes mundiais discutem novas medidas para tirá-lo do poder.

ANDREW QUINN, REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 13h06

"Já vimos as forças de segurança do coronel Gaddafi abrir fogo contra civis não armados. Mercenários e bandidos foram liberados para atacar os manifestantes", disse Hillary em um discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

"Através de suas atitudes, ele perdeu a legitimidade para governar. E o povo da Líbia já deixou claro: está na hora de Gaddafi sair -- agora, sem maior violência ou demora."

Ministros de Relações Exteriores de diversos países que participavam da conferência de direitos humanos em Genebra estavam discutindo as próximas medidas a serem tomadas contra Gaddafi. A tentativa violenta do líder líbio de reprimir as revoltas contra o governo de 41 anos provocou a indignação mundial nas duas últimas semanas.

Segundo autoridades norte-americanas, sanções da ONU e outras medidas contra Gaddafi e seus principais aliados poderiam ajudar a remover os últimos partidários restantes do líder líbio e selar seu destino político.

"Precisamos mobilizar as ferramentas que temos disponíveis no momento para tentar enviar uma mensagem não apenas a Gaddafi... mas às pessoas ligadas a Gaddafi, que são os únicos que realmente queremos influenciar...", disse uma autoridade norte-americana sob condição de anonimato.

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