Brendan McDermid/Reuters
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Hillary e Netanyahu garantem compromisso com processo de paz

Premiê e secretária se reuniram hoje para discutir como retomar negociações com palestinos

Reuters e Efe,

11 de novembro de 2010 | 21h02

Atualizado às 22h26

 

NOVA YORK- A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiram nesta quinta-feira, 11,  seu compromisso de seguir adiante com as negociações de paz no Oriente Médio e criar as condições para o reinício das conversações diretas entre israelenses e palestinos.

 

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Depois de quase oito horas de reunião, Hillary e Netanyahu emitiram um comunicado no qual afirmaram ter buscado "criar as condições para o reinício das negociações diretas com uma solução de dois Estados". As conversas, paradas há meses, foram relançadas em 2 de setembro e suspensas pelos palestinos no fim do mês após o fim da moratória israelense sobre a construção de assentamentos em áreas ocupadas.

 

O comunicado também destaca que as exigências de segurança de Israel "serão completamente levadas em conta no futuro acordo de paz" com os palestinos, e ressalta "a importância de que haja negociações diretas entre ambas as partes".

 

A reunião seguiu-se ao anúncio de Israel de que seriam construídas mais 1.300 casas em Jerusalém Oriental, área que os palestinos reclamam como capital do seu futuro Estado.

 

Palestinos

 

A presidência palestina advertiu Israel e os EUA de que se as construções em terras ocupadas não forem interrompidas até 22 de novembro, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, considerará recorrer à ONU para resolver o impasse.

 

Em uma cerimônia hoje em Ramallah para relembrar o sexto aniversário de morte de Yasser Arafat, Abbas instou o Estado judeu a "não perder a oportunidade de alcançar a paz" e reafirmou sua negativa a negociar enquanto haja construções em assentamentos.

 

O líder pediu ontem que seu representante na ONU, Ryad Mansur, solicite uma reunião urgente no Conselho de Segurança do órgão para discutir a expansão nas colônias judaicas.

 

Os Estados Unidos se disseram contra a medida por considerar que esse tipo de assunto deve ser resolvido dentro do processo de paz, e expressaram sua preocupação com o anúncio de novas construções feito pelo governo israelense.

 

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