Hillary inicia conversas com líderes sobre paz no Oriente Médio

Conversações diretas entre israelenses e palestinos serão relançadas na próxima quinta

ANDREW QUINN, REUTERS

31 de agosto de 2010 | 17h11

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deu início nesta terça-feira, 31, à tentativa dos Estados Unidos de promover a paz no Oriente Médio, mantendo reuniões individuais com os líderes israelense e palestino, que vão se encontrar na quinta-feira para negociações diretas.

Veja também:

Netanyahu ordena busca de assassinos de colonos sem 'restrições diplomáticas'

especial Infográfico: As fronteiras da guerra no Oriente Médio

especial Linha do tempo: Idas e vindas das negociações de paz

forum Enquete: Qual a melhor solução para o conflito? As fronteiras da guerra no Oriente Médio

Hillary foi ao hotel onde está hospedado o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, perto de Washington, e também tinha uma reunião marcada com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Ela ainda tinha encontros previstos com os chanceleres de Egito e Jordânia, que enviaram seus líderes a Washington para apoiar as negociações, e com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que representa o quarteto de mediadores para o Oriente Médio: ONU, União Europeia, EUA e Rússia.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, oferecerá um jantar aos líderes visitantes, buscando impulsionar a reunião de quinta-feira, que marcará a primeira negociação de paz direta entre israelenses e palestinos em 20 meses.

A meta de Obama e de outros envolvidos é concluir o processo de paz dentro de um ano, mas o prazo é visto com ceticismo.

"Vamos esclarecer hoje onde as partes estão antes das reuniões que terão", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, numa entrevista coletiva. "Queremos ver não só um relançamento bem sucedido amanhã, mas uma compreensão de que, daqui para frente, os líderes vão se reunir regularmente."

Crowley acrescentou que os EUA esperam "discussões substanciais sobre as questões centrais no coração do processo."

Analistas políticos veem com cautela as perspectivas do novo processo de paz, que representa a mais audaciosa incursão de Obama na questão da paz no Oriente Médio -- um objetivo que escapou a várias gerações de presidentes norte-americanos.

Um dos principais entraves é o futuro dos assentamentos judaicos na Cisjordânia depois de 26 de setembro, quando expira a moratória israelense na construção de novas casas para colonos.

Os palestinos ameaçam abandonar o diálogo se Netanyahu não prorrogar a moratória. Netanyahu diz que não aceita pré-condições, e que o futuro dos assentamentos deve ser resolvido durante as negociações.

Ele não descartou, entretanto, uma prorrogação da moratória, embora vários partidos da sua coalizão tenham forte ligação com os colonos.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.