Hillary pede que novos líderes da Líbia busquem reconciliação

Secretária de Estado americana defende assento na ONU para Conselho Nacional de Transição

Reuters

01 Setembro 2011 | 14h50

PARIS - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira, 1º, que os líderes interinos da Líbia busquem reconciliação, e não vingança, depois da vitória sobre Muamar Kadafi. A diplomata ainda prometeu apoiar a transição para a democracia no país africano.

 

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Hillary disse que a campanha militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve continuar enquanto civis estiverem sob ameaça, mas afirmou que as sanções das Nações Unidas devem ser retiradas de forma responsável e que os novos líderes devem ter o assento da Líbia na ONU.

 

 

"O trabalho não termina com o fim de um regime opressivo", afirmou ela no encontro internacional, em Paris, sobre o futuro da Líbia. "Ganhar uma guerra não dá garantia de ganhar a paz que a segue. O que acontece nos próximos dias será crucial."

 

As declarações de Hillary foram feitas durante a reunião de cerca de 60 países para decidir o futuro da Líbia pós-Kadafi. França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, por exemplo, participam do encontro em Paris, chamado de "Conferência dos Amigos da Lìbia".

 

Antes da conferência, Hillary se encontrou com Mustafa Abdel-Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição, o órgão de governo dos rebeldes líbios. Não foram dados, porém, detalhes das conversas.

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