Hillary pressiona Irã a deter execuções de defensores de direitos humanos

EUA estão preocupados com iranianos que aguardam pena de morte após eleições de 2009

estadão.com.br,

10 de agosto de 2010 | 19h06

WASHINGTON- A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, expressou nesta terça-feira, 10, a preocupação dos Estados Unidos com defensores de direitos humanos que enfrentam execuções "iminentes" no Irã e urgiu Teerã a não levá-las a cabo. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"Também estamos preocupados com o destino dos iranianos em perigo de uma iminente execução por exercer seu direito à liberdade de expressão após as eleições de junho de 2009", disse Hillary em um comunicado.

 

"Os Estados Unidos urgem o governo iraniano a deter essas execuções de acordo com suas obrigações" com as convenções internacionais, acrescentou a chefe de diplomacia americana.

 

Segundo a Anistia Internacional, 115 pessoas foram executadas pelo regime iraniano em 2010 após protestos contra os resultados das eleições vencidas por Mahmoud Ahmadinejad.

 

Caso Sakineh

 

O governo iraniano indicou ontem que Sakineh Ashtiani, condenada à morte por adultério, deve ser enforcada, e não mais apedrejada, como havia sido estabelecido pela Justiça da República Islâmica. A nova decisão se deve ao fato de Sakineh ter sido agora condenada por assassinato.

 

Segundo a ONU, 109 pessoas já foram apedrejadas no país desde 1980.

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