Holocausto é o ponto fraco do Ocidente, diz Ahmadinejad

Presidente iraniano considera o episódio como o 'calcanhar de Aquiles' da sociedade ocidental

EFE

28 de maio de 2009 | 12h09

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quinta-feira, 28, que considera o Holocausto de milhões de judeus durante o regime nazista na Alemanha "o calcanhar de Aquiles" da sociedade ocidental.

 

"As potências o usaram para oprimir outras nações, mas nós aludimos ao tema do Holocausto porque é sua principal fraqueza", afirmou o presidente em entrevista à rádio estatal iraniana.

 

Durante seus quatro anos de mandato, Ahmadinejad, que luta para ser reeleito no dia 12 de junho, irritou grande parte da comunidade internacional com seus comentários depreciativos sobre o Estado de Israel, o sionismo e o Holocausto, que inclusive chegou a negar.

 

Além disso, o iraniano insiste que Israel é uma "entidade sionista criada pelas grandes potências mundiais" para controlar a região do Oriente Médio e que deveria desaparecer.

 

As últimas declarações de Ahmadinejad sobre o tema aconteceram após uma pergunta sobre sua política internacional. O presidente voltou a negar as críticas de seus adversários, que o acusam de ter isolado o país com sua estratégia de desafio e provocação constante ao Ocidente. "Hoje, o papel do Irã na cena internacional é mais importante que o dos Estados Unidos", afirmou.

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