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Homem-bomba mata 40 em ataque a mesquita afegã em feriado islâmico

Ataque aconteceu antes de o presidente Hamid Karzai repetir seu pedido para que o Taleban se unisse ao governo

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26 de outubro de 2012 | 07h48

MAZAR-E-SHARIF, AFEGANISTÃO - Um atentado suicida matou pelo menos 40 pessoas em uma mesquita na região relativamente pacífica do norte do Afeganistão, no momento em que fiéis reuniam-se para as orações que marcam o feriado islâmico Eid al-Adha, nesta sexta-feira, 26, informaram autoridades policiais.

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O ataque em Maimana, capital da província de Faryab, também feriu 40 pessoas, de acordo com o chefe da polícia regional, general Abdul Khaliq Aqsai, que colocou a culpa no Taleban. Um porta-voz do grupo extremista disse que estavam investigando para descobrir quem era responsável. "O homem-bomba detonou explosivos quando nossos compatriotas estavam cumprimentando-se pelo feriado de Eid", disse o porta-voz da polícia no norte do Afeganistão, Lal Mohammad Ahmadzai, acrescentando que quase metade das vítimas era de policiais.

Ele disse que Aqsai parecei ser o alvo. "Logo que o chefe de polícia entrou em seu veículo, o homem-bomba detonou seus explosivos", disse Ahmadzai. Cerca de 20 corpos, alguns em uniformes de polícia, estavam no chão em frente aos portões da mesquita enquanto a fumaça subia.

O ataque, que ocorreu por volta das 9h (horário local) no primeiro dia do feriado islâmico, aconteceu pouco antes de o presidente Hamid Karzai repetir seu pedido para que o Taleban se unisse ao governo. "Se vocês (Taliban) querem vir para o governo, vocês são bem-vindos. Vocês têm direitos como afegãos e como muçulmanos", afirmou em um discurso para marcar o início do Eid na capital, Cabul.

Os governos afegão e norte-americano estão procurando fazer negociações de paz em separado com o Taleban, uma vez que o prazo de 2014 para a retirada das tropas estrangeiras se aproxima. Karzai condenou o ataque à mesquita em um comunicado.

A violência está intensificando-se pelo país 11 anos após o início da guerra comandada pela Otan, despertando preocupações de como os 350.000 soldados das forças de segurança afegãs, que frequentemente são alvo do Taleban, irão atuar quando as tropas estrangeiras deixarem o país.

 

 

 

 

 

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