Homem-bomba mata três soldados da Otan no Afeganistão; 20 mortos

Um homem-bomba matou 16 civis e três soldados estrangeiros em patrulha na capital da província afegã de Khost nesta quarta-feira, informaram a embaixada dos EUA e a polícia, em um dos ataques mais violentos das últimas semanas, enquanto os soldados ocidentais se preparam para deixar o país.

ELYAS WAHADAT, REUTERS

20 de junho de 2012 | 14h41

Khost, uma região volátil no leste que faz fronteira com o Paquistão, é um centro de operações do grupo militante Haqqani, ligado ao Taliban, que segundo os Estados Unidos está por trás de uma série de atentados em Cabul, bem como de ataques contra as forças estrangeiras no interior afegão.

No início deste mês, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, prometeu renovar os esforços para combater o Haqqani, que ele culpou pelo ataque a uma base da Otan em Khost, em 1o de junho, que matou um soldado dos EUA, um empreiteiro norte-americano, um civil afegão e 14 insurgentes.

Três membros da força da Otan no Afeganistão e um intérprete afegão foram mortos no bombardeio desta quarta-feira, disse o porta-voz da embaixada norte-americana Gavin Sundwall em um comunicado.

O homem-bomba estava dirigindo uma moto e detonou seus explosivos perto de uma mesquita em uma parte movimentada da cidade de Khost, informou Sardar Mohammad Zazai, chefe de polícia da província. Ele disse que 16 civis foram mortos.

Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, disseram autoridades locais.

Uma testemunha disse que tropas da Otan e afegãs estavam usando dados biométricos para verificar residentes da capital provincial quando a bomba explodiu.

"Então, de repente houve uma explosão. Vi muitos mortos e feridos, inclusive da polícia afegã e soldados estrangeiros. Carregamos alguns deles para o hospital", disse Gul Mohammad, que tem uma loja perto do local da explosão.

O Afeganistão está na terceira fase de uma transição de cinco estágios em que os centros das capitais provinciais, incluindo o sul e o leste, serão entregues às forças afegãs antes da retirada da maioria das tropas de combate estrangeiras em 2014.

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