Homem faz disparos na frente da Embaixada dos EUA em Tel-Aviv

Israelense feriu um dos seguranças da Embaixada com um aparelho elétrico de jardinagem

Roberto Simon, enviado especial a Tel-Aviv,

20 de novembro de 2012 | 10h55

TEL AVIV - Em meio ao clima de tensão após uma semana da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, pelo menos cinco tiros foram ouvidos diante da Embaixada dos EUA em Tel-Aviv. O Estado estava a poucos metros do local do incidente, que, segundo a polícia, não tem qualquer relação com a crise em Gaza. Assista à reportagem (o texto continua após o vídeo):

 

 

Um homem israelense de cerca de 40 anos tentou entrar pela manhã na missão diplomática dos EUA com um aparelho elétrico de jardinagem, com o qual feriu um dos seguranças da embaixada. Dois outros funcionários que guardavam a entrada do prédio efetuaram disparos de advertência e, em seguida, imobilizaram o agressor. Não foi divulgado o estado de saúde do segurança ferido nem o que teria levado o israelense a atacar a embaixada.

Fontes da polícia rapidamente afirmaram que o incidente está sendo investigado, mas não tem relação com a crise em Gaza. O ataque ocorre no dia em que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, chega a Israel para tentar acelerar um cessar-fogo no território palestino.

O Estado estava a cerca de 50 metros da embaixada no momento do incidente. Em menos de um minuto, o local foi cercado por dezenas de policiais, enquanto, do outro lado da rua, curiosos observavam o suposto agressor, sem camisa, ser colocado à força dentro de um carro de polícia.

"Eu estava na praia quando ouvi os tiros e fiquei assustadíssima", disse a brasileira Denise Johansson, de 48 anos, que de biquíni acompanhava os policiais e jornalistas. A embaixada americana fica diante da praia. "Houve uma correria e, um segundo depois, o local foi cercado e o sujeito estava preso."

"Escutei muito barulho, gritos e vi policiais correndo de todos os lados e entrando no prédio (da missão diplomática)", disse Robert Chattah, nova-iorquino de 22 anos. Ele chegou ontem em Israel, embora parte de sua família tenha desistido da viagem em razão da crise militar em Gaza. "Não sei o que vou fazer. Talvez seja melhor realmente voltar para casa. O clima aqui está pesado demais."

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