Homens-bomba em bicicletas matam 4 e ferem 31 no Afeganistão

Homens-bomba em bicicletas mataram quatro pessoas e deixaram 31 feridos no leste do Afeganistão neste sábado, no mais recente ataque que visa desafiar os esforços dos líderes da Otan, que buscam a melhor maneira de se retirar da guerra.

RAFIQ SHERZAD, REUTERS

20 de novembro de 2010 | 16h36

Um homem-bomba detonou seus explosivos em um posto policial em Mehtar Lam, capital da província Laghman, e uma segunda bomba explodiu a centenas de metros de distância, segundo informações dadas à Reuters pelo governador de Laghman, Mohammad Iqbal Azizi.

O Taliban reivindicou a responsabilidade pelos ataques, que aconteceram depois de uma escalada da violência ao longo da semana passada, e no segundo dia da reunião de cúpula da Otan, em Lisboa. Os líderes presentes à reunião apoiaram os planos de começar a entregar a responsabilidade pela segurança aos afegãos no ano que vem e de transferir o controle de todo o país até o fim de 2014.

"Não temos certeza de qual era o alvo do segundo homem-bomba, mas achamos que ele pode ter detonado seus explosivos prematuramente," disse Azizi.

Todo os mortos eram civis, disse Azizi, e a maioria das vítimas estava em dois riquixás motorizados, um meio de transporte bem comum em áreas rurais, que pode levar muitos passageiros.

Taj Mohammad, um dos motoristas dos riquixás, disse que ele estava a caminho do hospital quando uma das bombas explodiu.

"Eu tinha três passageiras e as estava levando ao hospital. Quando eu estava perto do hospital, escutei um estrondo enorme. Depois disso, não sei o que aconteceu, quando abri os olhos eu estava no hospital," Mohammad disse à Reuters.

Sandálias manchadas de sangue foram encontradas perto do local das explosões e as janelas das lojas próximas foram destruídas pelas explosões, uma testemunha contou à Reuters.

O porta-voz do Taliban Zabihullah Mujahid disse que o grupo se responsabilizava pelo ataque e que o alvo era a polícia afegã e agentes de inteligência.

Os militantes fizeram diversos ataques recentemente, uma lembrança do enorme e crescente desafio militar que os insurgentes afegãos representam para o presidente norte-americano Barack Obama e para seu governo, enquanto eles se preparam para rever a sua estratégia de guerra em dezembro.

O número de mortes de civis e militares esse ano foi maior desde a derrubada do Taliban em 2001, apesar da presença maciça de cerca de 150.000 militares estrangeiros.

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