Homens fardados matam 13 em aldeia do Iraque

Autoridades atribuíram incidentes a conflitos tribais, mas não explicou uniformes militares

Efe,

16 Novembro 2009 | 10h12

Pelo menos 13 pessoas foram mortas no Iraque nesta segunda-feira, 16, por um grupo de homens armados com uniformes militares na comarca de Abu Ghraib, 25 quilômetros a oeste de Bagdá, o que foi atribuído pelas autoridades a diferenças tribais.

 

Segundo os policiais, os homens armados irromperam pela madrugada no povoado de Zubaa e, após revistarem várias casas, fizeram as 13 pessoas reféns antes de matá-las.

 

O general Qasim Atta, porta-voz do Plano de Segurança de Bagdá, disse em coletiva de imprensa que "as primeiras informações apontam que por trás do incidente haja disputas tribais". O porta-voz não deu mais detalhes, mas assegurou que foi aberta uma investigação para saber quem pode estar envolvido neste assassinato múltiplo. Atta também não explicou a razão de os assassinos estarem com uniforme militar.

 

Testemunhas citadas pelo canal de televisão Al Jazira disseram que seis pessoas foram assassinadas no mesmo povoado, enquanto outras sete foram levadas pelo grupo armado ao cemitério, onde foram mortas.

 

Durante a onda de violência sectária que o Iraque viveu entre 2006 e 2007, que deixou o país perto de uma guerra civil, centenas de pessoas foram sequestradas e assassinadas por homens armados vestidos com uniformes militares ou policiais.

 

Enquanto o governo acusava grupos rebeldes e terroristas de usarem esses métodos, a comunidade sunita atribuiu este tipo de ação à existência de "esquadrões da morte" dentro da Polícia e do Exército.

 

Em outro incidente registrado também nesta segunda, dois policiais iraquianos morreram e seis civis ficaram feridos na explosão de uma bomba perto de um poso do Exército iraquiano no oeste de Bagdá.

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