Homens que atacaram em Cabul contataram o exterior, diz governo

Telefones celulares usados por seis homens que atacaram forças ocidentais e afegãs por 20 horas nesta semana em Cabul mostraram que eles estavam em contato com pessoas fora do país durante o cerco, disse o ministro do Interior nesta quinta-feira.

REUTERS

15 Setembro 2011 | 11h43

Os insurgentes tomaram posição em um prédio de lojas parcialmente construído, de onde dispararam foguetes contra a embaixada dos Estados Unidos e de outros países e contra o quartel-general das forças estrangeiras lideradas pela Otan. Seis foguetes caíram dentro do perímetro da embaixada americana.

O ministro do Interior, Bismillah Mohmmadi, disse que as forças de segurança encontraram seis celulares e armas no prédio depois que o último agressor foi morto na quarta-feira.

"A prova que recebemos mostra que eles estavam se comunicando, e eram liderados de fora do Afeganistão", disse em um vídeo divulgado a jornalistas por seu ministério.

Ele não identificou o país envolvido, mas o embaixador americano Ryan Crocker e o comandante das forças da Otan no Afeganistão, general John R. Allen, disseram acreditar que o ataque foi lançado pela rede Haqqani, uma facção aliada do Talibã sediada na fronteira noroeste do Paquistão com o Afeganistão.

"Bases terroristas estão fora do Afeganistão. Eles se equipam lá e recebem treinamento e então voltam e matam nosso povo inocente", disse Mohmmadi.

O governo disse ter encontrado prova similar de agressores se comunicando com pessoas fora do país durante ataques contra o escritório do Conselho Britânico e o hotel Inter Continental este ano.

A rede Haqqani é conhecida por obter apoio em terras paquistanesas fora do controle do governo federal. No entanto, as autoridades do Paquistão rejeitaram as alegações de relações entre os grupos militantes e seus agentes de segurança, dizendo que não havia provas de operações além da fronteira e que o país estava usando todos os recursos para combater o terrorismo.

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