Hospitais na Síria recebem dezenas de corpos, dizem ativistas

Homs continua registrando episódios de violência devido a repressão de protestos contra Assad

Reuters

05 de dezembro de 2011 | 19h32

BEIRUTE - Mais de 60 corpos foram levados nesta segunda-feira, 5, a hospitais de Homs, na região central da Síria, segundo ativistas da cidade.

 

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As circunstâncias dessas mortes ainda não estão claras, mas ativistas e moradores de vários bairros relataram uma onda de sequestros desde domingo, numa tática usada em vários recentes homicídios sectários em Homs, reduto da oposição armada ao presidente Bashar al-Assad.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, disse que milicianos pró-Assad sequestraram e mataram pelo menos 34 pessoas em bairros oposicionistas na segunda-feira. Um ativista na cidade disse que pelo menos 32 outros corpos - de seguidores e adversários do governo - foram levados para o hospital público na madrugada de segunda-feira.

 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), os mortos na revolução síria, que começou em março, já são mais de 4 mil. O governo de Assad afirma que a violência é causada por "grupos armados e terroristas".

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