Hostilidades aumentam na fronteira Israel-Gaza

Israel pressionou o Hamas nesta quarta-feira a conter os militantes que lançam foguetes na Faixa de Gaza após a onda mais grave de hostilidades entre as fronteiras desde o cessar-fogo que encerrou uma guerra de oito dias, em novembro.

JEFFREY HELLER, Reuters

03 de abril de 2013 | 14h18

A onda de violência, provocada pela irritação em Gaza sobre a morte na terça-feira, de câncer, de um prisioneiro palestino detido por Israel, incluiu o primeiro ataque aéreo israelense no enclave controlado pelo Hamas desde a trégua.

Até à tarde de quarta-feira, a fronteira estava quieta, em uma indicação de que Israel e Hamas estavam avaliando os seus movimentos com cuidado, depois de quatro meses de relativa calmaria que permitiu que moradores de Gaza reconstruíssem e israelenses perto da fronteira vivessem sem o familiar som estridente das sirenes de aviso de foguetes.

O Exército israelense disse que dois foguetes disparados de Gaza tinham atingido o sul de Israel em um ataque na quarta-feira de manhã, sem causar vítimas, horas depois de seus aviões alvejarem "dois locais de terror" no norte do território.

Israel lançou o ataque aéreo após três foguetes atingirem o sul na terça-feira. Um grupo ligado à Al Qaeda, Magles Shoura al-Mujahadeen, reivindicou a responsabilidade pelo ataque e pela salva de quarta-feira, dizendo que estava respondendo à morte do prisioneiro Maysara Abu Hamdeya, de 64 anos.

A terça-feira foi a terceira vez desde a trégua de novembro que foguetes de Gaza atingiram Israel.

Mas, com um novo governo e um novo ministro da Defesa depois de semanas de formação de coalizões desde a eleição de janeiro, Israel parecia querer mostrar determinação, colocando o ônus sobre o Hamas para evitar o lançamento de foguetes.

"(As Forças Armadas de Israel) decidiram atacar durante a noite, a fim de sinalizar ao Hamas que não vamos sofrer qualquer ataque no sul. E qualquer disparo terá uma resposta, a fim de restaurar a paz no sul em breve", afirmou o general de brigada Yoav Mordechai, principal porta-voz militar, à Rádio do Exército.

"Eu avalio que o Hamas não tem interesse em ver a situação se deteriorar", afirmou ele. "Nosso objetivo é manter a calma."

Tudo o que sabemos sobre:
ORMEDHOSTILIDADESAUMENTO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.