Iêmen investiga contato de nigeriano com a Al-Qaeda

Suposto terrorista teria morado no país entre 2004 e 2005, e no segundo semestre deste ano

AP

30 de dezembro de 2009 | 04h58

As autoridades do Iêmen começaram a investigar a relação do nigeriano suspeito de tentar atacar um avião norte-americano, com extremistas da Al-Qaeda no país do Oriente-Médio durante o tempo em que esteve no país.

 

Empregados, professores e estudantes do Instituto da Língua Árabe em Sana, onde Umar Faruk Abdulmutalab se inscreveu para estudar árabe, disseram que o nigeriano assistiu aulas somente no mês do Ramadã, que começou no final de agosto, e permaneceu no país até o início de dezembro.

 

Abdulmutalab, de 23 anos, declarou a autoridades norte-americanas, após ser detido, que recebeu treinamento e instruções de agentes da Al-Qaeda no Iêmen. De acordo com autoridades iemenitas, o jovem nigeriano teria morado no país de 2004 a 2005 também. A possibilidade de que o suposto terrorista esteja envolvido com grupos de milícias acentuou as suspeitas sobre o país que se converteu em um pilar da Al-Qaeda recentemente.

 

O Ministro de Comunicação, Hassan al-Lozy, declarou que em parte os Estados Unidos são culpados pelo país não ter identificado o nigeriano como suspeito de terrorismo. Hassan afirmou que Washington nunca dividiu a lista de suspeitos com o país.

 

A célula da Al-Qaeda afirmou que o atentado tinha a intenção de 'vingar os ataques norte-americanos contra a Al-Qaeda no Iêmen'. As forças iemenitas, com ajuda da inteligência norte-americana, começaram uma forte operação contra as células da facção terrorista no país. Informações dão conta que ao menos 64 milicianos já foram mortos.

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