Impasse com Irã deve ser resolvido com diplomacia, diz Bush

Presidente americano reitera que Washington e seus aliados, incluindo Israel, não buscam ação militar

Reuters,

25 de junho de 2008 | 16h49

O presidente americano George W. Bush acredita que o impasse nuclear com o Irã pode ser resolvido diplomaticamente, em um processo envolvendo aliados como Israel, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, 25. A posição americana aparece após o jornal The New York Times ter denunciado na semana passada que Israel praticou um possível exercício militar contra Teerã. Veja também:Irã diz que EUA viverão 'tragédia' se atacarem o paísTeerã diz que novas sanções da UE são 'injustificáveis'Israel simulou ataque contra instalações iranianas, dizem EUA Um alto diplomata da União Européia também enfatizou a diplomacia, dizendo que as nações ocidentais devem continuar as políticas de sanções e diálogo diante do programa nuclear iraniano, desprezando as ameaças do Irã de que essas ações poderiam ser um tiro pela culatra. Perguntada se as autoridades israelenses estavam pressionando a administração americana para uma ação militar contra o Irã antes de Bush deixar a presidência, a porta-voz da Casa Branca Dana Perino disse que os EUA e seus aliados, incluindo Israel, buscam uma solução diplomática. "O presidente Bush acredita que a questão pode ser resolvida diplomaticamente. Essa é a preferência de todos; não só dos Estados Unidos, mas também de seus aliados, e certamente de Israel", destacou a porta-voz. As tensões entre o Ocidente e Teerã devido ao programa atômico do Irã espalhou temores de um confronto militar que poderia interromper o fornecimento vital de petróleo. Israel, a única nação do Oriente Médio que acredita-se que tenha um arsenal nuclear, classificou as atividades atômicas iranianas como uma ameaça a sua existência. O Reino Unido disse que o Irã poderá sofrer um crescente isolamento político e econômico se fizer a "escolha errada" e não cumprir as demandas da ONU em seu delicado programa nuclear, mas Teerã permanece defendendo sua posição de que suas atividades são para geração de eletricidade, enquanto o Ocidente acusa o país de querer produzir bombas.

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