Incursão militar israelense em Gaza mata 10 rebeldes palestinos

Invasão ocorre apenas um dia após Gabinete de Segurança de Israel rejeitar operação em larga escala na região

Agência Estado e Associated Press,

06 de setembro de 2007 | 15h34

Soldados israelenses apoiados por tanques e buldôzeres invadiram o sul de Gaza para atacar supostos militantes palestinos nesta quinta-feira, 6. Dez rebeldes morreram e 12 pessoas ficaram feridas nos confrontos ocorridos nesta quinta nos arredores de Khan Younis, no sul de Gaza. Foi a mais forte incursão israelense na Faixa de Gaza desde 27 de junho, quando foram mortos 12 palestinos. 'Ninguém está otimista' com paz, diz analista A incursão ocorre apenas um dia depois de o Gabinete de Segurança de Israel ter rejeitado pedidos para que fosse autorizada uma operação militar em larga escala contra Gaza. Nas primeiras horas de hoje, soldados e veículos israelenses entraram em Gaza para uma o que o comando militar chamou de "operação de rotina" contra militantes. Houve troca de tiros e um bombardeio aéreo. Os combates começaram pela manhã e estenderam-se por diversas horas. Além dos seis militantes mortos, pelo menos dez rebeldes e dois civis ficaram feridas no episódio, disseram fontes hospitalares. O governo israelense está sob pressão para impedir que militantes palestinos disparem foguetes rústicos na direção de Israel, inclusive um que caiu no pátio de um jardim da infância no início da semana. O ataque, ocorrido em Sderot, no sul de Israel, não causou vítimas, mas a divulgação de imagens de pais em pânico indo buscar os filhos alimentaram a pressão para que o governo atue. Mais tarde, militantes palestinos disseram que rebeldes a bordo de um trator e de um jipe atacaram um posto militar israelense na fronteira com Gaza. O Exército israelense nega que tenha ocorrido algum ataque e limitou-se a informar que aviões lançaram mísseis contra dois carros que se aproximavam da fronteira. O coronel Shlomi Dahan, comandante do Exército israelense, disse depois que os palestinos pretendiam capturar um soldados. Testemunhas disseram que as forças israelenses saíram de Khan Younis ao cair da noite. A violência ocorreu em um dia no qual o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, enviado especial do Quarteto à região, reuniu-se com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Um porta-voz disse que não revelaria detalhes do encontro. Blair deverá reportar-se aos integrantes do Quarteto no fim deste mês. Esta é a primeira missão oficial de Blair no Oriente Médio desde que assumiu a posição de representante do Quarteto - integrado por Estados Unidos, Rússia, União Européia (UE) e Organização das Nações Unidas (ONU) - na região.

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