Incursão terrestre a Gaza dependerá do Hamas, diz Israel

Próximos dias serão decisivos para que se comprove o fim dos ataques do grupo islâmico, afirma governo

Agências internacionais,

29 de dezembro de 2008 | 18h24

O porta-voz do governo de Israel, Daniel Seaman, disse à Agência Efe que as autoridades do país acreditam "que não será necessária uma incursão terrestre" na Faixa de Gaza, mas que "isso depende apenas do Hamas". "Os próximos dias serão decisivos para que se comprove o fim dos ataques (do Hamas) a partir da Faixa de Gaza. Fomos embora de Gaza há três anos - em referência à evacuação israelense da região - e não queremos voltar", disse Seaman, que acrescentou: "Mas faremos isso se necessário."  Veja também:Israelense morre e dois ficam feridos em reação palestinaCresce pressão mundial por cessar-fogo em Gaza Sete mil se alistam no Irã para atentados suicidas contra IsraelCruz Vermelha alerta para caos em hospitais de GazaObama acompanha incursão, mas não se pronunciaLíder do Hamas está disposto a assinar cessar-fogo em GazaPalestinos violam fronteira com o Egito para fugir de ataquesConheça a história do conflito entre Israel e palestinosVeja imagens de Gaza após os ataques    O porta-voz do governo israelense admitiu que uma incursão terrestre a Gaza - para a qual o governo israelense já mobilizou 6,5 mil reservistas - "é uma operação complicada". O funcionário fez estas declarações em Sderot, a cidade de Israel mais próxima da Faixa de Gaza, território que se encontra cercado por centenas de tanques israelenses. Na fronteira, a circulação de civis era permitida apenas nas estradas asfaltadas e nos principais núcleos urbanos. A 500 metros da passagem de Eretz, geralmente empregada para o tráfego de pessoas, cerca de 25 tanques se mantinham alinhados para eventuais ataques. Arte/estadao.com.br Ameaça Nenhum edifício do Hamas na Faixa de Gaza continuará em pé depois da operação militar iniciada por Israel contra o movimento islâmico palestino, prometeu nesta segunda-feira o chefe-adjunto do Estado Maior, general Dan Harel. "Esta operação é diferente das anteriores. Não estamos apenas combatendo terroristas e lança-foguetes, mas sim todo o governo do Hamas", alertou o general, segundo a agência France Presse.  "Visamos os edifícios oficiais, as forças de segurança, e atribuímos a responsabilidade de tudo que ocorre ao Hamas", continuou Harel. "Não fazemos nenhuma distinção entre suas ramificações. Estamos apenas no começo da batalha. O mais duro está por vir e é preciso se preparar." Ainda nesta segunda, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, justificou os ataques à Gaza dizendo que a paciência de Israel se esgotou quando o Hamas lançou quase 150 foguetes contra o sul de seu território desde o fim do cessar-fogo de seis meses com o grupo, há dez dias.  Barak afirmou que a ação em Gaza - que ganhou o nome de "Operação Chumbo Grosso" - deve continuar e poderá ser "aprofundada e ampliada, caso necessário". "Nós não temos nada contra o povo de Gaza, mas estamos em uma guerra sem trégua contra o Hamas e seus aliados", afirmou o ministro nesta segunda-feira. Ele disse também que o objetivo é terminar com as ações hostis contra os civis israelenses.  "Qualquer outra nação teria feito o mesmo" é o discurso oficial do governo israelense. Apesar da crítica internacional massiva contra a resposta com força desproporcional, é possível perceber a pressão doméstica que o governo sofre pela forma como lida com o Hamas.   

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