Índia pede que Paquistão combata terrorismo

Premiê indiano condicionou boas relações diplomáticas entre dois países ao combate ao terror

EFE

14 de dezembro de 2008 | 13h09

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, pediu neste domingo ao Paquistão que evite que grupos terroristas atuem a partir de seu território se quiser ter boas relações diplomáticas com a Índia.   Em um comício na localidade caxemiriana de Shangus, Singh pediu ao Paquistão que "mantenha a situação sob controle", segundo a agência "Ians".   "Sempre há gente que está preparada para realizar sangrentos ataques contra nosso país", lamentou. Em outro comício na localidade de Satwari, na região de Jammu, que faz parte da Caxemira indiana - em meio ao processo eleitoral -, Singh disse que, "enquanto o Paquistão continuar nesta situação, as relações bilaterais não podem ser normais" com a Índia.   O primeiro-ministro condicionou o futuro geopolítico do sul da Ásia à atitude de Islamabad frente ao terrorismo e reiterou: "nossacontenção não deve ser interpretada como nossa fraqueza".   Afirmou que todas as disputas entre as duas potências nucleares podem ser resolvidas, entre elas também a da Caxemira, mas disse que "as fronteiras não podem mudar, mas as restrições sobre elas podem ser reduzidas", em alusão à sempre tensa situação na Linha de Controle que separa os dois países.   A Índia e Paquistão registraram uma deterioração de suas difíceis relações diplomáticas após os recentes ataques terroristas em Mumbai, que Nova Délhi atribui a "elementos" que atuam em solo paquistanês, preciamente ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba.

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