Insurgentes invadem pousada em bairro diplomático de Cabul

Forças de segurança cercaram o local e tiroteio prosseguia horas após a invasão

O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 19h05

CABUL - Insurgentes fortemente armados invadiram uma pousada no bairro diplomático de Cabul, no Afeganistão, nesta terça-feira, e enfrentavam as forças de segurança afegãs duas horas após a ofensiva ter começado.

Ainda não há relatos sobre vítimas.

A polícia não identificou qual era a pousada ou quem eram seus ocupantes. Forças de segurança afegãs e ocidentais disseram que o alvo poderia ser uma residêncis de uma proeminente família política e muito utilizada por estrangeiros ou um prédio próximo.

"Um grupo de insurgentes entrou na casa na área de Wazir Akbar Khan", disse o porta-voz do chefe de polícia de Cabul. "O confronto está em andamento."

O Taleban, que tem travado uma insurgência desde que foi deposto do poder por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos em 2001, não pôde ser imediatamente contatado para comentários. 

Membros das forças de elite afegãs foram enviados para o bairro, uma área de alto nível da capital onde muitas embaixadas e prédios do governo estão localizados.

Horas após o início da ofensiva não estava claro quantos insurgentes estavam envolvidos no ataque. Veículos das forças de segurança cercaram o quarteirão para impedir a fuga dos agressores. Fortes explosões podiam ser ouvidas, assim como a troca de tiros, que prosseguia após a meia-noite local. 

Uma fonte do serviço de segurança afegão disse que as explosões poderiam ser de bombas detonadas pelos extremistas.

Cabul tem sido cenário de uma série de ataques a estrangeiros ou alvos do governo. No dia 13 de maio, o Taleban atacou o Park Palace Hotel, em Cabul, matando 12 pessoas, a maioria afegãos, mas também um americano, um britânico, um italiano e quatro indianos.

Na semana passada, cinco afegãos foram mortos na explosão de um carro-bomba no estacionamento do Ministério da Justiça do Afeganistão.

A missão de combate da Otan, que durou 13 anos, terminou oficialmente em dezembro e um pequeno contingente permanece no Afeganistão para treinar as forças afegãs. Os civis afegãos dizem que a violência aumentou no país após a saída das tropas estrangeiras. / REUTERS

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