Insurgentes tomam mais duas cidades no Iraque; Obama ameaça recorrer a bombardeios

Militantes sunitas islamitas se apoderaram de mais duas cidades no Iraque entre a noite de quinta e a manhã desta sexta-feira, na província de Diyala enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avalia a possibilidade de ataques aéreos para deter seu avanço em direção à capital, Bagdá.

RAHEEM SALMAN, REUTERS

13 de junho de 2014 | 09h14

Depois que as forças iraquianas abandonaram seus postos, fontes do setor de segurança disseram que as cidades de Saadiyah e Jalawla haviam caído em mãos de insurgentes, bem como vários vilarejos no entorno das montanhas de Himreen, que são há tempos esconderijo de rebeldes.

Militantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) invadiram a cidade de Mosul, no norte do Iraque, no começo da semana e depois se dirigiram ao sul, rumo a Bagdá, em uma investida violenta contra o governo xiita.

Os curdos, que administram sua região autônoma no norte, se aproveitaram do caos e expandiram seu território, assumindo o controle da cidade de Kirkuk, rica em petróleo, e outras áreas fora dos limites de seu enclave.

As forças curdas, conhecidas como peshmerga, também deslocaram homens para fazer a segurança de sedes de partidos políticos em Jalawla antes que os insurgentes chegassem à cidade. Não houve confrontos entre eles.

O Exército iraquiano disparou fogo de artilharia contra Saadiya e Jalawla, a partir da localidade vizinha de Muqdadiya, o que levou dezenas de famílias a fugirem para a cidade vizinha de Khaniqin perto da fronteira iraniana, disseram fontes do setor de segurança.

Na quinta-feira Obama ameaçou lançar ataques militares contra os militantes sunitas islâmicos que querem estabelecer um Estado islâmico no Iraque e na Síria.

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