Intérprete do Exército britânico é acusado de ser espião do Irã

Ele teria enviado mensagens codificadas ao adido militar iraniano em Cabul escritas: 'Estou a vosso serviço'

EFE,

13 de outubro de 2008 | 10h36

Um intérprete do Exército britânico que trabalhava no Afeganistão é acusado de trair o Reino Unido, se oferecendo como espião ao serviço secreto do Irã. Daniel James, o acusado, começou hoje no tribunal de Old Bailey, em Londres.   Nascido no Irã, ele estava em uma "posição única" pois trabalhava para o general David Richards, que foi comandante do contingente britânico das forças da Organização Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão.   De acordo com a acusação, James, de 45 anos, enviou no final de 2006 mensagens codificados ao adido militar iraniano em Cabul para dizer-lhe: "Estou a vosso serviço".   "Ele deu as costas aos que serviam no Afeganistão e buscou se transformar em um agente para uma potência estrangeira", afirmou o advogado de acusação, Mark Dennis.   Segundo Dennis, James queria passar informações aos insurgentes que lutavam contra as forças da coalizão ou a outros que direta ou indiretamente apoiavam aos insurgentes.   Morador da cidade litorânea de Brighton, no sul da Inglaterra, James nega as acusações, de querer entrar em contato com o inimigo e passar informação suscetível de ser utilizada por ele - crime estabelecido pela Lei de Segredos Oficiais.   O juiz responsável pelo caso, Roderick Evans, disse hoje aos membros do júri que parte do julgamento se realizará em segredo e que eles terão acesso a documentos confidenciais da Otan, que deverão ser tratados com absoluta confidencialidade.   O julgamento deve durar entre três e quatro semanas.   Segundo a imprensa britânica, James fala pashtun e era intérprete de David Richards.

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