Efe
Efe

Irã aceita discutir programa nuclear com potências em outubro

Obama seus aliados europeus haviam dado prazo até o final de setembro para que o Irã aceitasse negociar

Efe e AP,

14 de setembro de 2009 | 08h49

As potências do grupo formado por Rússia, França, China, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, e a União Europeia (UE) se reunirão em 1º de outubro com representantes iranianos para discutir o programa nuclear da República Islâmica.  

Veja também:

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

A reunião, ainda sem sede precisa, foi definida nesta segunda-feira, 14, durante uma conversa telefônica entre o chefe negociador iraniano para temas nucleares, Said Jalili, e o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, disse à Agência Efe a porta-voz do diplomata europeu, Cristina Gallach.

 

A agência de notícias semioficial  iraniana Mehr confirmou o acordo. " Os dois lados concordaram em  se encontrar para discutir as propostas. Said Jalili e Javier Solana concordaram em começar as negociações em 1 de outubro", diz o texto.

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, e seus aliados europeus haviam dado um prazo até o final de setembro para que o Irã aceitasse sentar e negociar suas atividades de enriquecimento de urânio.

 

Na conferência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, na Áustria, o secretário de energia dos EUA, Steve Chu, saudou a iniciativa. "É um primeiro passo importante e esperamos o melhor", comentou.

 

O chefe da AIEA, Mohammed el-Baradei, defendeu conversas diplomáticas entre os EUA e o Irã para solucionar o impasse nuclear.

 

No encontro, o chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akhbar Salehi não baixou o tom áspero e disse  que seu país está pronto para se defender de qualquer ataque militar. Segundo ele, o uso da força contra seu país apenas aumentará a autodeterminação de Teerã em se proteger.

Salehi discursou no primeiro dia da conferência. Israel e os EUA já sugeriram que uma ação militar não está descartada como última opção contra o país, caso Teerã se recuse a interromper seu programa nuclear.

Tudo o que sabemos sobre:
Irãprograma nuclearUEObama

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.