Irã acusa EUA de traírem Brasil e Turquia por rejeição de acordo nuclear

ONU aprovou sanções ao Irã logo após países alcançarem acordo de troca de urânio com Teerã

AE, Agência Estado

19 de julho de 2010 | 20h48

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, acusou nesta segunda-feira, 19, o governo dos Estados Unidos de ter traído o Brasil na negociação conjunta com a Turquia para obter um acordo sobre troca de material nuclear com Teerã.

 

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"O tratamento dispensado (ao Brasil e à Turquia) é um indicador da arrogância e da atuação desonrada e desprovida de princípios dos Estados Unidos no cenário internacional", disse Larijani em Genebra, durante a Convenção Mundial de Presidentes de Parlamento.

De acordo com ele, os EUA foram desonestos com Brasil e Turquia ao rejeitarem um acordo inicialmente incentivado pela Casa Branca. Dias depois do anúncio do acordo, os Estados Unidos obtiveram apoio para a aprovação de um novo pacote de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança (CS) da Organização da ONU.

 

Larijani acusou os EUA e outras potências de fazerem uso inadequado das entidades multilaterais e defendeu que a ONU e a União Interparlamentar criem uma nova organização internacional que supere as "históricas limitações" das Nações Unidas e de outras agências.

"A injusta estrutura de poder no cenário internacional levou ao uso instrumental dos órgãos internacionais especializados, situação esta prejudicial ao presente e ao futuro da humanidade", declarou Larijani. "A atual estrutura de poder não foi apenas incapaz de assegurar a paz e a segurança internacionais, mas levou também ao surgimento do novo fenômeno do terrorismo estruturado de forma muito perigosa e organizada", prosseguiu o presidente do Parlamento iraniano.

"Não há dúvida de que tal incapacidade deriva da aplicação de diferentes pesos e medidas e de políticas unilaterais por parte das grandes potências, entre elas os Estados Unidos", concluiu Larijani. As informações são da Dow Jones.

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