Irã acusa jornalista irano-americana de espionagem

Roxana foi presa em janeiro depois que credencial de imprensa expirou; crime pode resultar em pena de morte

Reuters e Efe,

08 de abril de 2009 | 11h18

O sistema judiciário iraniano acusou formalmente a jornalista freelancer americana e iraniana Roxana Saberi de espionagem, disse a agência de notícias Isna nesta quarta-feira, 8. Roxana Saberi "aceitou" a acusação, segundo um juiz que é o vice do promotor público iraniano.

 

Roxana Saberi, filha de iranianos nascida nos EUA e que trabalhou para a BBC, NPR e outros veículos, foi presa no final de janeiro por trabalhar na República Islâmica após sua credencial de imprensa ter expirado. Sob o código penal do Irã, o crime de espionagem pode resultar em pena de morte. Seu advogado, Abdolsamad Khorramshahi, disse à Reuters: "Como eles anunciaram, eles acusaram-na de espionagem".

O vice-diretor da Procuradoria Geral e revolucionária de Teerã, juiz Haddad, disse que Roxana recebeu a visita de seus pais no início da semana e acrescentou que ela "cometia atos de espionagem sob o disfarce de jornalista, tarefa para qual também não tinha permissão". Além disso, Haddad disse que "existem provas para esta acusação" e que a jornalista a confessou.

 

O juiz fez questão de lembrar que Roxana "tem nacionalidade iraniana e entrou no país com passaporte e certidão de nascimento do Irã" e disse não ter conhecimento de que a jornalista tem outra cidadania, acrescentando que isso não afeta o processo existente contra ela.

 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou nesta quarta que está muito preocupada com as informações sobre as acusações contra a jornalista e pediu pela sua libertação imediata. "Desejamos uma rápida liberação e que ela com a sua família", afirmou.

 

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