Irã acusa Ocidente de intromissão nos assuntos da Síria

Reino Unido havia afirmado que país está ajudando o governo sírio a sufocar os protestos

REUTERS

14 de junho de 2011 | 10h37

TEERà- O Irã acusou os aliados de Israel de interferência nos assuntos internos sírios, depois que países ocidentais disseram que o governo iraniano pode estar ajudando o governo da Síria a esmagar manifestantes de oposição.

 

 

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"Alguns regimes com objetivos específicos, especialmente o regime sionista e a América, estão provocando grupos terroristas na Síria e na região para que realizem operações terroristas e de sabotagem", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, a jornalistas.

O Irã esmagou as manifestações antigovernamentais depois da contestada reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009, mas expressou apoio aos levantes populares no mundo árabe, com exceção da Síria, país com o qual mantém o que chama de "linha de resistência" contra Israel. Os dois países apóiam o grupo militante palestino Hamas e o libanês Hezbollah.

Mehmanparast endossou as afirmações do governo sírio de que os protestos na Síria, que já duram três meses, são parte de uma conspiração apoiada por potências estrangeiras.

"O regime sionista e seus defensores estão seriamente ameaçados. Essa é a razão pela qual estão fazendo o que podem para destruir esta linha de resistência contra a agressão do regime sionista", afirmou.

A Grã-Bretanha afirmou haver "informação digna de credibilidade indicando que o Irã está ajudando a Síria a sufocar os protestos, incluindo o fornecimento de orientações e equipamento." O Irã nega essa acusação.

Grupos sírios de defesa dos direitos humanos dizem que 1.300 civis foram mortos desde o início do levante. Uma das entidades, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, afirma que mais de 300 soldados e policiais também morreram.

"O que está acontecendo na Síria é uma questão interna.O governo e o povo da Síria são politicamente maduros o suficiente para resolver as próprias questões", disse Mehmanparast, que alertou contra qualquer possível ação militar do Ocidente.

"Nós achamos que a América não tem de modo algum o direito de qualquer interferência militar em qualquer país na região, ou seja, a Síria. Esse é um ato errado... que pode ter conseqüências para a região," afirmou.

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