Irã acusa países europeus de apoiarem plano terrorista

Segundo Teerã, nações apoiam grupo exilado que estaria planejando atentados na República Islâmica

REUTERS

16 de junho de 2010 | 19h34

O Irã acusou nesta quarta-feira, 16, o Reino Unido e outros governos europeus, inclusive os de França e Suécia, de apoiarem um grupo exilado que estaria planejando atentados terroristas na República Islâmica, segundo a imprensa oficial.    

 

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"A chancelaria convocou o embaixador britânico para manifestar suas duras críticas pelo apoio do país dele e de alguns outros Estados ocidentais ao grupo que queria realizar atos terroristas no país", disse a agência de notícias Irna.

O ministro da Inteligência, Heidar Moslehi, citou dois outros países europeus. "Havia alguns países ocidentais envolvidos, inclusive Grã-Bretanha, Suécia e França", disse ele à TV iraniana Al Alam, que transmite em idioma árabe.

Em Londres, a chancelaria negou as acusações. "Deixamos claro que condenamos todo o terrorismo, em todos os lugares", afirmou uma porta-voz. "O governo rejeita firmemente qualquer acusação de envolvimento britânico em tal atividade."

O Irã tem atritos com o Ocidente por causa do seu programa nuclear, que os Estados Unidos e seus aliados suspeitam que esteja voltado para o desenvolvimento de armas nucleares, algo que Teerã nega.

Alguns governos da União Europeia querem que o bloco imponha ao Irã sanções adicionais àquelas definidas neste mês pelo Conselho de Segurança da ONU, inclusive contra o setor energético do país.

Na terça-feira, o Irã disse ter prendido membros de um grupo de exilados que estaria preparando "atividades terroristas" em Teerã no primeiro aniversário da polêmica eleição presidencial de 12 de junho de 2009, que a oposição disse ter sido fraudada.

A imprensa estatal disse que integrantes da Organização Mujahideen Khalq Organisation foram detidos pelo Ministério da Inteligência antes que conseguissem cumprir seus planos de detonar bombas em "algumas praças de Teerã".

Em email à imprensa na quarta-feira, o grupo negou que integrantes seus tenham sido presos no Irã, e disse que o governo estaria inventando as acusações para "preparar terreno para lançar um ataque ao campo de Ashraf", no Iraque, onde vivem milhares de seguidores da organização.

Moslehi não disse quantas pessoas foram presas, nem quando. O governo havia dito que os detidos haviam sido treinados no Iraque.

Os protestos subsequentes à eleição mergulharam a República Islâmica na pior crise desde a sua fundação, em 1979. O governo acusa o Ocidente de promover os distúrbios.

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