Jewel Samad/AFP
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Irã ainda trava investigação sobre programa nuclear, diz AIEA

País não respondeu a questões específicas com potencial de aumentar suspeitas de que estaria pesquisando bombas atômicas, segundo o relatório de agência de fiscalização da ONU

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2015 | 15h07

VIENA - O Irã ainda não respondeu a questões específicas com potencial de aumentar suspeitas de que estaria pesquisando bombas atômicas, segundo o relatório de agência de fiscalização da ONU, divulgado nesta quinta-feira, 20,  que pode complicar esforços de seis nações para chegar a um acordo sobre a questão nuclear com Teerã.

Negociadores do Irã e dos Estados Unidos vão voltar a conversar sobre o programa nuclear iraniano em Genebra, na sexta-feira, para aparar arestas no impasse que já dura 12 anos, informou a agência estatal iraniana de notícias Irna, nesta quinta-feira.

O relatório confidencial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), obtido pela agência Reuters, diz que o Irã continua retendo cooperação plena em duas áreas de uma investigação da AIEA que deveria ter sido entregue em agosto do último ano.

"Irã não nos forneceu nenhuma explicação que possibilite à agência esclarecer medidas práticas consistentes", disse a AIEA, referindo-se às alegações de testes explosivos e outras atividades que poderiam ser usadas para desenvolver bombas nucleares.

Diplomatas ocidentais disseram ver esse bloqueio como um indicador da falta de vontade iraniana de cooperação total até que sanções sejam suspensas em conversas com os EUA, Rússia, China, França, Alemanha e Grã-Bretanha.

O documento da AIEA sobre a investigação da ONU, que ocorre concomitantemente às conversas das grandes potências, foi divulgado a Estados membros da AIEA a poucas semanas do fim do prazo, em março, para um acordo entre Irã e as potências.

Os países se comprometeram com um prazo até 30 de junho para um acordo final. O Irã nega qualquer intenção em buscar armas atômicas, dizendo que o programa nuclear é destinado somente a gerar energia elétrica. / REUTERS

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