Irã ameaça os EUA com uma 'resposta inimaginável'

Militar diz que bases americanas no Golfo são vigiadas, além de cogitar problemas com fornecimento de petróleo

Efe,

05 de setembro de 2007 | 09h56

O principal assessor do líder supremo iraniano para Assuntos Militares, Yahya Rahim Safavi, ameaçou com uma "resposta inimaginável" um possível ataque dos Estados Unidos contra o seu país, segundo informou nesta quarta-feira, 5, a rede de televisão iraniana Alalam.   "Os EUA enfrentariam três problemas se atacassem o Irã. O primeiro é que eles não sabem o tamanho da resposta iraniana e as perdas que sofreria, já que todas suas bases no Golfo Pérsico estão vigiadas", disse Safavi, segundo a emissora.   "O segundo problema é o que aconteceria a Israel. E o terceiro é o que poderia ocorrer com o fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico", de onde sai uma considerável parte das necessidades de petróleo do mundo, acrescentou.   Esta é a primeira declaração deste tipo desde que Safavi foi nomeado assessor do líder supremo iraniano, no sábado. Antes disso, ele ocupou durante uma década o comando da poderosa força dos Guardiães da Revolução.   O novo comandante do corpo de elite, general Mohamad Ali Jaafari, citado também pela Alalam, reafirmou a sua lealdade ao regime xiita do Irã. "As tropas estão preparadas para repelir qualquer agressão e defender a revolução islâmica", disse. Ele ainda pediu mais uma vez a retirada das "tropas estrangeiras" do Golfo Pérsico.   A tensão entre os EUA e o Irã aumentou após o recente anúncio do governo americano de que pretende declarar os Guardiães da Revolução como "organização terrorista". A corporação é considerada a coluna vertebral do regime iraniano.   Além disso, no dia 28 de agosto o presidente americano, George W. Bush, acusou o Irã de ser "uma fonte de problemas na região", de tentar desenvolver armas nucleares e de ser "o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo".   Ele disse que os Estados Unidos procuram reunir aliados e amigos de todo o mundo para isolar o regime iraniano e impor sanções econômicas, "antes que seja tarde demais".

Tudo o que sabemos sobre:
IrãEUAameaça

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.