Irã anuncia que cooperará com AIEA para evitar novas sanções

Há dois dias, cinco membros permanentes do Conselho de Segurança adiaram decisão sobre o assunto

EFE

30 de setembro de 2007 | 12h52

O Governo do Irã anunciou neste domingo, 30, que cooperará com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para evitar que o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas imponha novas sanções ao país por causa de seu programa nuclear. "A fim de impedir novas sanções, vamos continuar colaborando com a AIEA, sem prejudicar os esforços diplomáticos", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Mohammed Ali Hosseini, citado pela agência "Fars". Hosseini fez as declarações dois dias depois que os cinco membros permanentes do CS (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China), mais a União Européia (UE), decidiram adiar até novembro a adoção de sanções, numa última tentativa de chegar a um acordo com Teerã. O porta-voz iraniano se queixou do fato de alguns países estarem tentando quebrar "o ambiente positivo" criado pela cooperação da República Islâmica com a AIEA, em alusão aos EUA e à França, nações que se mostraram a favor do aumento da pressão sobre o Irã para que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio. Além disso, Hosseini afirmou que o processo de negociação com a AIEA segue as diretrizes estipuladas. "As negociações sobre as centrífugas P1 e P2 (utilizadas para a obtenção de energia atômica) serão retomadas no início de outubro", disse o porta-voz. O funcionário frisou ainda que as discussões em torno da questão nuclear têm que voltar para o âmbito da AIEA.

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