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Irã atrasa aprovação de acordo de Viena sobre urânio

País afirmou que vê acordo forma favorável, mas responderá somente no meio da semana que vem

AE-DJ e AP,

23 de outubro de 2009 | 15h22

O Irã afirmou nesta sexta-feira, 23, que vê o acordo de Viena de forma favorável, porém responderá somente no meio da semana que vem. O prazo final de resposta para a proposta era essa sexta.

 

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"O Irã disse hoje ao diretor-geral da AIEA (Mohamed ElBaradei) que está estudando profundamente a proposta, de forma positiva, mas precisa de tempo, até meados da próxima semana para ter uma resposta", informou a AIEA em comunicado.

 

"O diretor-geral espera que a resposta iraniana ser igualmente positiva, já que a aprovação do acordo significará uma nova era de cooperação", informou a agência.

 

O acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prevê o envio da maior parte do urânio iraniano para o exterior, onde seria enriquecido em níveis mais altos e posteriormente voltaria para o país de origem.

 

Não há indicações de uma rejeição definitiva do acordo alcançado na quarta-feira por negociadores do Irã, Estados Unidos, França e Rússia. A AIEA deu a todas as partes o prazo final desta sexta-feira para que assinassem formalmente o acordo.

 

Negociadores iranianos deixaram a reunião em Viena expressando satisfação com o acordo.

 

Nesta sexta-feira, porém, os meios de comunicação estatais iranianos citaram um funcionário não identificado - que afirma ser próximo do grupo de negociadores em Viena - afirmando que Teerã estava esperando uma resposta para sua proposta. Não se sabe exatamente o que o Irã propôs.

 

"Esperamos uma resposta positiva e construtiva sobre a proposta do Irã a respeito do fornecimento de combustível nuclear para o reator em Teerã", disse o funcionário, segundo a imprensa estatal. Ele deu a entender que agora o Irã quer comprar urânio enriquecido de um terceiro país para suas necessidade energéticas, em vez de enviar para o exterior a maior parte de seu urânio para ser processado e reenviado para o Irã, como previa o acordo com a AIEA.

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