Irã cancela libertação de americana presa no país, diz agência

Sarah Shourd não pode ser solta porque procedimento legal de seu caso não foi concluído

Reuters,

10 de setembro de 2010 | 17h44

 

TEERÃ- Uma agência de notícias iraniana afirmou nesta sexta-feira, 10, que Teerã cancelou os planos de libertar uma mulher americana presa desde julho no país porque o processo legal ainda não foi completo.

 

"Sua libertação foi cancelada porque o procedimento legal de seu caso ainda não foi finalizado", afirmou o procurador Abbas Jafari Dolatabadi à agência Ilna.

 

O governo do Irã havia afirmado no sábado que iria libertar Sarah Shourd, uma dos três alpinistas americanos detidos na fronteira no Irã com o Iraque em julho de 2009 por supostamente haver entrado em território iraniano de maneira ilegal.

 

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, disse hoje que o presidente Mahmoud Ahmadinejad havia intervindo no caso de Sarah, que, junto a seus dois colegas, foi acusada de espionagem.

 

O ministro de Inteligência iraniano, Haidar Moslehi, afirmou que Teerã tem provas de que os três jovens americanos têm ligações com serviços de inteligência, e que a investigação sobre as acusações de espionagem contra eles seriam concluídas em breve.

 

As famílias de Sarah, Shane Bauer e Josh Fattal afirmam que eles estavam praticando montanhismo no norte do Iraque quando foram presos. Washington também defende que as acusações de espionagem não têm fundamento. Nenhum dos três foi julgado até agora.

 

Segundo a Sharia, a lei islâmica, a qual o Irã segue, a pena para espionagem pode ser execução.

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