Irã cancela planos de enviar barco de ajuda humanitária a Gaza

Parlamentar diz que 'restrições israelenses' impedem que navio parta para o território palestino

Associated Press

26 de junho de 2010 | 13h17

TEERÃ - O Irã não enviará um barco com ajuda humanitária para Gaza com o objetivo de furar o bloqueio de Israel, disse um parlamentar iraniano neste sábado, 26, citando que a causa da desistência seriam "restrições" israelenses.

 

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Mahmoud Ahmadi Bighash disse à agência semioficial Isna que em vez de mandar um navio, a delegação iraniana de parlamentares viajaria ao Líbano e embarcariam em um barco cujo destino é Gaza a partir de lá.

 

A embarcação iraniana partiria no domingo levando 1.100 toneladas de suprimentos e dez ativistas pró-palestinos, mas o planos foram cancelados "devido a restrições impostas pelo regime sionista", disse Bighash.

 

O Irã havia anunciado o envio do navio na terça-feira, desafiando os avisos de Israel sobre reações a embarcações que rondassem a área marítima de Gaza. Os israelenses consideram o Irã uma ameaça por conta do programa nuclear do país persa, seu sistema de mísseis e o apoio que dá a militantes em Gaza e no Líbano.

 

As autoridades de segurança israelenses confessaram que o possível envio de um navio iraniano ao território palestino deixou o governo preocupado e comandos navais estavam treinando pela possibilidade de que o barco poderia ter um terrorista a bordo.

 

O barco no qual os parlamentares embarcarão deve partir do Líbano, e os organizadores da iniciativa disseram que ela nada tem a ver com o Irã. Um segundo barco transportaria apenas mulheres e um terceiro incluiria parlamentares europeus e do Oriente Médio. Não está claro quando a frota iniciará a viagem.

 

Israel mantém o bloqueio a Gaza desde 2007, quando o grupo militante palestino Hamas tomou o controle do território à força. O governo israelense impões restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel atualmente só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios, embora tenham tomado medidas para aliviar o embargo.

 

Os questionamentos sobre o bloqueio voltaram a ganhar espaço por conta do ataque de Israel contra um navio que levava ajuda a Gaza. O episódio deixou nove civis turcos mortos e causou reações na comunidade internacional, principalmente por parte dos países islâmicos e árabes.

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