Irã condena acadêmico dos EUA a 12 anos de prisão

Kian Tajbakhsh é acusado de participar dos distúrbios pós-eleitorais do país em junho

Efe,

20 de outubro de 2009 | 10h33

A Justiça do Irã condenou a 12 anos de prisão o professor americano de origem iraniana Kian Tajbakhsh, acusado de participar dos protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, informou nesta terça-feira, 20, seu advogado, Houshang Azhari.

 

Em declarações divulgadas pela agência de notícias Irna, o advogado de Tajbakhsh anunciou que em breve recorrerá da sentença. "Ele foi acusado de espionagem e de ameaçar a segurança nacional por seus contatos com estrangeiros", entre outras acusações, acrescentou Azhari.

 

O advogado disse ainda que Tajbakhsh, funcionário da fundação do megainvestidor George Soros, apresenta uma saúde "satisfatória", apesar de estar há quatro meses na prisão de Evin, no oeste de Teerã.

 

De acordo com a "Irna", Tajbakhsh foi detido em 9 de julho. Sob custódia da Polícia, ele confessou ter participado de um plano para provocar o que o Irã decidiu chamar de "Revolução de Veludo". A oposição denunciou tanto o julgamento de Tajbakhsh como as confissões como uma "farsa".

 

Em 2007, o professor de origem iraniana já tinha passado quatro meses na prisão, acusado de ameaçar a segurança nacional. No entanto, ele foi solto após pagar uma fiança de US$ 100 mil.

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