Irã condena ataque a bomba em Damasco, defende negociações

O Irã condenou nesta quarta-feira o ataque suicida em Damasco que matou o ministro da Defesa da Síria e o cunhado do presidente sírio, Bashar al-Assad, e disse que o apoio externo a "atos terroristas" não vai ter sucesso em desestabilizar a Síria.

Reuters

18 de julho de 2012 | 14h16

"A República Islâmica condenou repetidamente a violência e o recurso a medidas destrutivas, e acredita que o único caminho de resolver a crise atual na Síria é por meio de negociações", disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores publicado pela agência de notícias Mehr.

"Enviar armas e munição para dentro do país e o apoio de alguns atores regionais e internacionais por meio de ações terroristas que mirem nas robustas segurança e estabilidade da nação síria não levarão a lugar algum", acrescentou.

O Irã, aliado regional da Síria, tem apoiado Assad desde o início da revolta contra o regime de sua família, que já dura 16 meses. A República Islâmica já pediu repetidas vezes que o povo sírio encontre uma solução para as turbulências, sem interferência externa.

"Qualquer tipo de instabilidade nesse país pode incentivar crises e convulsões na região e causar violência e turbulências mais amplas", acrescenta o comunicado.

O Irã já tinha se colocado à disposição, nesta semana, para sediar negociações entre os dois lados do conflito, mas os rebeldes sírios rapidamente rejeitaram a oferta.

(Reportagem de Marcus George)

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