Irã condena ativista de direitos humanos a seis anos de prisão

Jornalista presa desde dezembro foi culpada de conspirar para cometer crimes contra o Estado

Reuters,

18 de setembro de 2010 | 18h58

TEERÃ- O Irã condenou neste sábado 18, uma ativista de direitos humanos e jornalista a seis anos de prisão por se reunir e conspirar para cometer crimes contra o Estado, propaganda contra a classe dirigente e "moharebe", termo que significa declarar guerra a Deus, o que pode ser punido com pena de morte.

 

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Shiva Nazar Ahari, de 26 anos, foi presa em dezembro passado enquanto se dirigia ao funeral do Gran Aiatolá Hossein Ali Montazeri, mentor espiritual do movimento Verde, que se opôs a reeleição do presidente de linha dura, Mahmoud Ahmadinejad, no ano passado.

 

Além da sentença de prisão, Shiva tem de pagar uma multa de US$ 400 como castigo alternativo a 74 chibatadas, de acordo com seu advogado, Mohammad Sharif, que, citado pela agência ILNA, anunciou que apelará da pena por não haver "base legal para esse crime".

 

O site Kaleme, da oposição iraniana, afirmou que Shiva, libertada no domingo passado sob fiança de US$ 500 mil, havia passado mais de 100 dias em confinamento solitário.

 

Dezenas de ativistas moderados e jornalistas presos na onda repressiva após as eleições de junho de 2009, suspeitas de fraude, continuam detidos.

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