Irã considera escudo antimísseis uma ameaça à Ásia

Ahmadinejad provoca Estados Unidos e sistema de defesa no Leste Europeu durante visita ao Quirguistão

Efe,

16 de agosto de 2007 | 08h41

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quinta-feira, 16, em Bishkek que os planos de instalação de elementos de um escudo antimísseis em diferentes lugares do mundo representam uma ameaça não só para um país, mas para grande parte da Ásia. "Os propósitos de uma das potências de instalar elementos de um sistema de defesa antimísseis em alguns lugares do mundo são uma ameaça não só para um país, mas para grande parte da Ásia", disse Ahmadinejad, citado pela agência russa Itar-Tass. O governante participa da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), na capital do Quirguistão. O presidente iraniano, cujo país é um observador da SCO, fez referência aos planos dos Estados Unidos de instalar elementos de seu sistema de defesa antimísseis na Europa. Em nenhum momento, porém, ele falou diretamente dos EUA. "Infelizmente, no mundo de hoje alguns Estados estão habituados a falar partindo de posições de força e ameaças. Mas o nosso mundo precisa de paz e estabilidade", disse Ahmadinejad. O governante iraniano elogiou a SCO, que reúne Rússia, China, Cazaquistão Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguistão. Para ele, o grupo é capaz de lutar por uma "atitude justa e respeitosa em relação aos direitos de todos os povos" e de enfrentar "a injustiça, as ameaças e a discriminação". "O Irã está disposto a desenvolver sua cooperação com a SCO e seus países-membros", acrescentou. Além do Irã, participam da reunião como observadores Mongólia, Índia e Paquistão. Turcomenistão e Afeganistão, assim como o subsecretário para Assuntos Políticos da ONU, Lynn Pascoe, são convidados de honra. Em Bishkek, os líderes dos países da SCO assinarão um tratado de amizade, boa vizinhança e cooperação de longo prazo.

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