Irã considera 'passo positivo' negociações nucleares com potências

O Irã disse que as negociações nucleares com as potências mundiais foram um "passo positivo", depois de dois dias de reuniões que terminaram na quarta-feira em Almaty, no Cazaquistão.

Reuters

27 de fevereiro de 2013 | 07h45

Em um comunicado, o Irã declarou que negociações com especialistas dos dois lados seriam realizadas em Istambul em 18 de março, além de uma outra rodada de negociações políticas entre 5 e 6 de abril.

O negociador-chefe para assuntos nucleares do Irã, Saeed Jalili, indicou que o país poderia discutir sua produção de combustível nuclear enriquecido a uma concentração físsil de 20 por cento, o que preocupa muito o Ocidente, mas pareceu descartar o fechamento da usina de enriquecimento subterrânea de Fordow, uma exigência das potências.

Em comentários em persa traduzidos para inglês, Saeed Jalili disse em uma entrevista à imprensa que Fordow está sob a supervisão da agência nuclear da ONU e não há "nenhuma justificativa" para desativá-la.

Questionado sobre a produção de combustível enriquecido em 20 por cento, um passo técnico relativamente curto para se obter material para produção de armas, ele reiterou a posição do Irã de que precisavam disso para um reator de pesquisa e argumentou que o país tem o direito de produzi-lo.

Mas Jalili indicou que o Irã pode estar preparado para discutir a questão: "Isso pode ser discutido nas negociações ... em uma visão para construção de confiança."

O Irã também sugeriu anteriormente que enriquecimento nesse nível poderia ser negociado se recebesse o combustível do exterior. O negociador também quer sanções levantadas.

Jalili disse que as seis potências -Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Rússia e China- reunidas em Almaty tentaram "se aproximar do nosso ponto de vista", o que ele disse ter sido positivo.

O país disse na declaração: "Nós consideramos essas conversas um passo positivo que poderia ser complementado com a adoção de uma abordagem construtiva e positiva e com a tomada de passos recíprocos."

(Reportagem de Yeganeh Torbati, Justyna Pawlak, Fredrik Dahl)

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