Irã construirá usinas nucleares mesmo com sanções da ONU

Órgão nuclear do país diz estar agindo de acordo com as normas estabelecidas pela AIEA

Efe

18 de agosto de 2010 | 10h44

TEERÃ - O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Ali Akbar Salehi, afirmou nesta quarta-feira, 18, que seu país construirá novas instalações de enriquecimento de urânio sem levar em consideração às resoluções impostas Organização das Nações Unidas (ONU) contra seu programa nuclear.

 

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"Quanto à construção de novas instalações de enriquecimento de urânio, atuaremos conforme as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e não com base nas resoluções da ONU", disse Salehi ao fim da reunião do conselho de ministros, segundo a agência iraniana Irna.

 

O responsável nuclear iraniano se referiu à construção da terceira instalação para enriquecimento de urânio no Irã em 2011, conforme uma lei aprovada no Parlamento há nove meses e que prevê a construção de dez plantas.

 

Irã tem uma planta de enriquecimento de urânio na localidade de Natanz, no centro do país, na qual supostamente há milhares de centrífugas em funcionamento. No ano passado, o país reconheceu que instalou perto da cidade de Qom um segundo complexo.

 

As medidas eram pretendidas pelas potências ocidentais pelos temores de que o programa nuclear do Irã tenha como objetivo a produção de armas nucleares. Teerã, porém, nega e diz que enriquece urânio apenas para fins pacíficos. O pacote, aprovado em junho, é o quarto sofrido pelo Irã.

 

Para tentar impedir a aprovação das sanções Brasil e Turquia firmaram um pacto de troca de material nuclear baseado em um acordo oferecido em outubro de 2009 pela AIEA. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e pela agência da ONU.

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