Irã continua impedindo acesso a seu programa nuclear, diz AIEA

Diretor de órgão da ONU afirma que país não segue recomendações, mas não construiu novas centrífugas

Agências internacionais,

17 de fevereiro de 2009 | 16h59

O Irã continua impedindo "todo o acesso" às informações de seu programa nuclear, disse nesta terça-feira, 17, em Paris, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), Mohamed ElBaradei. "Atualmente, o Irã não dá acesso nem agrega nenhuma informação sobre uma possível dimensão militar" de seu programa atômico, afirmou ElBaradei. "Eles não estão seguindo o que o Conselho de Segurança (da ONU) pediu."   Veja também:  Especial: a ameaça nuclear iraniana    No entanto, o diretor esclareceu que o país não construiu nenhuma nova centrífuga para enriquecimento de urânio, necessárias para a criação de uma bomba nuclear. Citando o último relatório da agência, datado de novembro, ElBaradei disse que Teerã continua com 3,8 mil centrífugas desde setembro. "Eles não têm adicionado centrífugas, o que é bom. Nosso entendimento é de que isso é uma decisão política", acrescentou ele.   O impasse nuclear com o Irã pode ser um dos maiores desafios para o presidente americano Barack Obama, que, junto com a comunidade internacional, tenta suspender o programa iraniano. No mês passado, a chancelaria americana disse que a Casa Branca está disposta a "negociações direitas" com o país, testando a promessa de Obama de conversar diretamente com Teerã em vez da política de isolamento diplomático defendido pela administração George W. Bush.   Os governos ocidentais acusam Teerã de tentar adquirir armas atômicas com o pretexto de um programa para produzir energia nuclear. O Irã nega as acusações e diz que usa a potência nuclear apenas para gerar eletricidade.

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