Irã convoca diplomata francês para justificar ameaça de guerra

Teerã quer protestar contra sugestão de ofensiva contra o país por conta de seu projeto nuclear

Reuters,

03 de outubro de 2007 | 14h32

A chancelaria iraniana convocou nesta quarta-feira, 3, um importante diplomata da França para protestar contra "declarações extremas" feitas pelo chanceler francês, Bernard Kouchner. Kouchner provocou polêmica em setembro ao dizer que o mundo deveria se preparar para uma guerra contra o Irã. Na terça-feira, ele disse que a situação no Irã é perigosa e que um Irã com armas nucleares tornaria o quadro do Oriente Médio ainda mais complicado. A agência oficial de notícias do Irã, a Irna, citou "as declarações irrealistas e irresponsáveis" de Koucher, e disse também que ele acusou o Irã de tentar obter uma bomba nuclear. O Irã garante que seu programa atômico se destina a fins exclusivamente pacíficos. "O diplomata (da França) em Teerã, na ausência do embaixador daquele país, foi convocado ao Ministério de Relações Exteriores na manhã de quarta-feira", segundo a Irna. A chancelaria não se manifestou. Kouchner disse que suas declarações foram retiradas do contexto, e desde então ele afirma defender uma solução pacífica e diplomática para o impasse. Seis potências mundiais, inclusive a França, decidiram na sexta-feira adiar pelo menos até novembro o endurecimento de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã, à espera de relatórios do chefe da agência nuclear da ONU, Mohammed El Baradei, e do negociador europeu Javier Solana. A França, a exemplo dos EUA, defendia sanções mais duras, mas a idéia esbarrou na resistência de Rússia e China. Na sexta-feira, Kouchner disse que escreveria aos demais países da União Européia (UE) propondo a discussão de sanções do bloco contra o Irã na sua próxima reunião ministerial, em 15 de outubro.

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