Irã corta serviços de email no dia do aniversário da Revolução

Google registrou queda do serviço e não constotou problemas na rede; imprensa estrangeira foi censurada

estadao.com.br,

11 de fevereiro de 2010 | 09h15

Após baixar uma proibição sobre os jornalistas estrangeiros para não poderem cobrir as manifestações do 31º aniversário da Revolução Islâmica, o governo iraniano cortou o acesso aos serviços do Google nesta quinta-feira, 11, segundo relatos do jornal americano Wall Street Journal e da própria companhia de internet.

 

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Em uma indicação de um possível controle do governo iraniano sobre o uso da internet, o Google relatou uma queda abrupta no tráfego de e-mails no Irã, apesar de nenhum problema ter sido detectado em sua rede. "Sempre que encontramos bloqueios nos nossos serviços, tentamos resolver o problema o mais rápido possível. Infelizmente, algumas vezes não podemos controlar isso", disse a companhia em um comunicado.

 

Uma reportagem do diário americano Wall Street Journal afirmou que a agência de telecomunicações do Irã havia anunciado "uma suspensão permanente dos serviços de e-mail do Google".

 

O site de oposição Rahesabz afirmou que milhares de pessoas protestaram contra o governo. Não há relatos independentes da mídia estrangeira sobre essas manifestações, já que os correspondentes estão proibidos de acompanhar eventos do tipo nas ruas do Irã.

 

Sites como o Twitter e redes de relacionamento social foram usados em larga escala pela oposição iraniana após as eleições de junho, para convocar manifestações e para denunciar supostos abusos das forças policiais.

 

O governo americano, que na quarta-feira ampliou suas sanções contra o Irã por conta das disputas em relação ao programa nuclear iraniano, disse que qualquer tentativa de restringir a livre circulação de informações no país vai falhar. "Muralhas virtuais não funcionarão no século 21 de maneira melhor do que os muros físicos funcionaram no século 20", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano P. J. Crowley.

 

(Com informações da BBC Brasil e da Associated Press)

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