Morteza Nikoubazl/Reuters
Morteza Nikoubazl/Reuters

Irã critica EUA após decisão da ONU sobre direitos humanos

Para Teerã, prisão de Guantánamo mostra que Washington não está pode criticar outros países

REUTERS

25 de março de 2011 | 10h01

TEERÃ - O Irã acusou nesta sexta-feira, 25, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de mandar um enviado para investigar abusos de direitos humanos para Teerã, o que seria uma tática de Washington para pressionar o país e mostrava o "padrão duplo" dos EUA sobre a questão.

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O CDH votou - com o apoio do Brasil - pela convocação de um relator especial para o Irã, na primeira nomeação de um investigador para um país específico desde a criação da entidade há quase cinco anos.

 

A diplomacia iraniana criticou a medida. "O objetivo da resolução era pressionar a República Islâmica e desviar ainda mais...a revisão periódica pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU da situação dos direitos humanos no mundo", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, à agência oficial de notícias Irna.

 

O Irã diz que os abusos cometidos pelas forças norte-americanas no Iraque e no Afeganistão e a existência de um centro de detenção na baía de Guantánamo indicam que Washington não está na posição de criticar outros países sobre direitos humanos.

"As políticas dos Estados Unidos, tanto em atitude como em palavras, sempre foram paradoxais e baseados em padrões duplos, e a recente resolução exemplifica claramente esse comportamento", afirmou Mehmanparast.

Segundo o assessor para a Segurança Nacional do presidente Barack Obama, Tom Donilon, a convocação reafirmava "o consenso e preocupação globais sobre o estado deplorável dos direitos humanos no Irã".  Os Estados Unidos e outras potências intensificaram as sanções contra o Irã por conta de seu contestado programa nuclear no ano passado.

 

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